Sei que quando leres aquilo que escrevi, a primeira coisa que vai-te ocorrer é ir perguntar-me 'o que é que se passa?' mas sabes que não é preciso. Tu, melhor que ninguém, conheces-me na minha totalidade, para ti eu sou tão transparente como a água de uma nascente de um rio, ou como um reflexo de um espelho, tu consegues adivinhar apenas pelo olhar ('eu vi-te no olhar, eu vi o choque nos teus olhos'), nem precisas das palavras, nem de gestos, de nada. Tu sabes o quanto luto para conseguir aquilo que quero. «À partida, lutamos por aquilo que não temos e que não nos quer» não é o que tenho feito com unhas e dentes? Corrije-me se estiver errada. Mas sabes que, nos últimos tempos, tens dito que te vais afastar deste mundo, do mundo que nos uniu, e do outro mundo, o das palavras, e isso assusta-me e arrepia-me, tal como o sentir-me sozinha no meio de tantos que me tentam perceber. E eu não quero te perder. Tu és a única que eu não quero, mesmo, te perder. Sempre que eu tentei desistir ou afastar-me tanto deste como de outro meu, e nosso, mundo, parecia que me envolvias numa corda e a puxavas sempre que me tentava afastar. Por mais vezes que eu cortasse e arranhasse a corda, para me libertar, pois afinal, eu prezo a liberdade mais que tudo e, com certeza, não queria me aprisionar a nada nem a ninguém, tu estavas lá. E sempre que o fazia, tu voltavas a atar a corda, e voltavas a puxar-me, vezes sem conta, e mesmo assim eu continuava a lutar contra isso. Agora sou eu que te peço, que te imploro, não te afastes, por favor. Não te afastes daquilo que nos uniu, desde à cinco anos. Não me digas que não tens vida para isto, não te peço um dia inteiro, peço-te uma hora. Apenas isso, porque eu também não aguento muito mais (sabes que me afastei, muito mesmo, por não aguentar, porque outras coisas me puxaram). Não me vais deixar, pois não? Pelo menos tu, que sempre foste o meu apoio incodicional, não me deixes. Sabes que o meu outro apoio desapareceu, assim que caiu nas fissuras daquela teia, que é a ilusão. E eu não quero que vás por esse caminho. Eu faço de tudo para que não o sigas também. Por amor a ti, a mim, a nós, à tua vida, não vás por aí. Não te vai levar a lado nenhum. Só vais tropeçar vezes, e mais vezes, sem conta. E quando caíres, quem vai lá estar sou eu. Mas eu sei que tu és consciente, demais até, para o seguires. Ainda à umas horas me lembro da nossa conversa, dos nossos risos parvos, do sono e de tudo.
- Acabaste de fazer uma coisa altamente!
- Foi?
- Assim com a a boca. Abri e fechei rapidamente a boca, como se fosse um «minham!»
- Sabes? Fixe. e mostrou o polegar (y).
E apesar de estarmos tão longe, continuamos sempre juntas, sempre parte com parte. E sabes que agora, o que preciso mais, é do teu abraço, das tuas palavras, de fazer tudo contigo, ao meu lado, e sabes que faria tudo para estar contigo, não fosse a tua impossibilidade, porque tens outras prioridades, a tua família, e sabes que eu respeito e espero. Afinal, quem é que foi ter com os que estiveram sempre longe? Quem foi, sempre?
Podemos ser melhores amigas para sempre? Prometes? Quem tem cumprido as promessas ultimamente, tens sido somente tu.
De alguém que está sempre deste lado, à tua espera,
De alguém que está sempre deste lado, à tua espera,
Una.
4 comentários:
Fez-me lembrar o "vamos dizer todas amigas forever" xD
Obrigado por passares no meu blog =)
Aquele nunziuh...
Vou dar uma vista de olhos pelos teus assim que puder.
Abraço.
bem mas ainda bem qe sentiste isso!
sinal qe gostaste! (espero eu =$) haha xD
bjinho*
muito bom o post, muito bom o blog.
Gostei daqui.
Maurizio
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